Dicas e Macetes | Centro de Formação de Condutores Águas Claras - (44) 3522-5353 - Goioerê-PR

HABILITAÇÃO

  • Dicas e Macetes

    Um dos maiores problemas de quem está aprendendo: o medo de dirigir. Mas esse medo é seu ou é dos outros?
     
    Condutores,
     
    Uma das principais dificuldades de quem está (re) começando a dirigir é o medo. Medo de bater, medo de que bata em você, medo de atrapalhar o trânsito, medo de o carro morrer, e por aí vai uma lista extensa. De um lado, existem instrutores que não ajudam muito mandando decorar quantas voltinhas se dá ao volante, decorar regras de trânsito e mandando fazer as coisas sem explicar como fazer e que outra possibilidade teria para fazer a mesma coisa de outro jeito. De outro lado, a cobrança da família, dos pais, dos namorados, dos amigos e parentes que tentam ensinar o aluno a dirigir.
    Chega uma hora que a paciência acaba e o "povo" começa a disparar: "sua burra", "seu burro", "prá que carteira se é prá jogar na gaveta?", ou ainda comentários do tipo: "gastou uma fortuna prá aprender a dirigir e não aprendeu nada". Já vi em algumas páginas da internet e até em redes sociais alunos serem desrespeitados e achincalhados, virando piada e deboche porque tentaram obter ajuda para uma dificuldade. E lá vem a resposta: "volta prá autoescola".
     
    Tá bom, mas só entende o medo para dirigir quem já sentiu e vocês estão falando com a pessoa certa. Todo mundo sente medo de dirigir por que:
     
    1. O medo é um instinto de preservação e nos afasta de situações que representem perigo;
    2. Muitas pessoas nunca sentaram no banco do motorista antes, é natural que sintam medo;
    3. Muitas vezes nem é medo que você sente, mas ansiedade, e confunde isso com medo;
    4. Muitas vezes o medo não é nosso, mas do carona que nem sabe dirigir e quer "ensinar" como se faz, ou do instrutor sem paciência, seja da autoescola ou dos parentes que ensinam a dirigir.
     
    Pensa comigo: o aluno já tem dificuldade, daí faz uma coisa errada e lá vem um grito, um xingamento.
     
    Danou-se! A segurança foi por água abaixo e vai interferir nas aulas.
     
    O fato é que, muitas vezes, absorvemos coisas dos outros, sentimentos dos outros, o medo e a fobia do outro. E daí vem àquela coisa: "meu pai falou que dirigir é fácil". Tá é fácil prá você ou prá ele, que já dirige há anos?
     
    Ou o seguinte comentário: "fulano disse que não nasci para dirigir". Tá bom, falaram pro Bethoveen que ele nunca ia ser nada na vida porque era surdo, nem música podia ouvir, e olha que patrimônio musical deixou para a humanidade!
     
    Vocês sabiam que Einstein, isso mesmo, Albert Einstein, era ruim de matemática na escola? Tomara que o professor de Matemática que disse que ele era um fracasso tivesse vivido para conhecer a Teoria da Relatividade. E são tantos exemplos que a gente ia ficar o dia inteiro aqui.
    O que quero dizer prá vocês é que muitas vezes o medo que sentimos não é nosso, é do outro. O sentimento de fracasso e de derrota depois de uma reprovação no teste de direção, muitas vezes, não é nosso: é do pai que queria que o filho ou a filha passasse de primeira, talvez porque esse pai nunca tivesse passado de primeira num exame, ou porque nem sabe dirigir e projeta o seu sonho no filho.
     
    Podem fazer o teste: quando você está dentro do teu carro, se sentindo seguro, tendo o comando da situação, o mundo pode acabar do teu lado e você tá lá firme e forte. Inclusive, muitas pessoas preferem dirigir sozinhas depois que saem do CFC e aprimorar o que aprenderam sem ajuda, sem gritos, sem xingamentos, sem impaciência e intolerância de quem quer ajudar, mas acaba atrapalhando.
     
    Sempre procurem treinar depois de habilitado com pessoas calmas, tranqüilas, que sabem explicar direito, que não gritem, que não cobrem tanto, pessoas que os acolham, que entendam as suas dificuldades. E, principalmente, pessoas que dirijam defensivamente, sem pressa, sem frear em cima, sem colar no carro dos outros, que não tenham vícios na direção.
     
    Se alguém da sua família ou aquele que está te ensinando a dirigir se acha o ás do volante, isso é dele, são as atitudes dele ao volante, você é diferente: você não dirige há tanto tempo como essa pessoa, você acabou de sair da autoescola, você é único: tem dúvidas, tem dificuldades, sabe que a prática vem com o ato de dirigir e que não se aprende a dirigir com segurança indo "treinar" no trânsito de verdade quando nem dominou ainda o controle do carro. Ou seja, se deixa o carro morrer o tempo todo, se tem dificuldades para passar marchas, se freia em seco, etc...). Você é uma pessoa, um condutor, que quer dirigir bem, defensivamente, com segurança, e vai conseguir.
     
    1. No começo, escolha ruas calmas para treinar
     
    2. Não decore, não imprima dicas e memorize achando que aprendeu, que "pegou como a coisa funciona";
     
    3. Teste todas as possibilidades de uma dica ou macete, tipo: "aqui diz para pisar na embreagem no meio do pedal, mas eu piso e o carro morre, então vou ler a dica de novo, fazer como está no papel, mas vou me concentrar no que acontece quando modifico o movimento". É assim que a aprendizagem se torna significativa, que você constrói conceitos sobre aprender a dirigir de modo seguro, com calma, no seu tempo. É assim que vai entendendo, descobrindo sozinho o que o outro não tem paciência de ensinar.
     
    Não existe burro: todo mundo aprende, só que em ritmo diferente.
     
    Todo mundo nasceu para dirigir, o que nos diferencia é se queremos ou não dirigir. Você está aprendendo a dirigir por causa de quem? De você mesmo ou dos outros?
     
    Todo mundo sente medo, o que nos diferencia uns dos outros é o modo como enfrentamos os nossos medos: se nos encolhemos, nos acostumamos com ele e insistimos em ficar na zona de conforto ou se o enfrentamos com disposição, com vontade de aprender.
     
    Pense bem: sentir medo ao volante é normal, certa dose de medo é saudável, senão ficamos corajosos demais e provocamos acidentes.
     
    Muitas vezes, o instrutor de CFC não acredita no aluno e acaba usando os pedais por ele. Muitas vezes, nossos instrutores caseiros (parentes) puxam o volante de nossas mãos quando sabemos que poderíamos fazer aquela manobra com segurança. Então me diga? Esse medo aí é seu ou é do outro? Essa sensação de fracasso porque reprovou é sua ou do outro e você acaba absorvendo?
     
    A aprendizagem precisa ser significativa, fazer sentido, precisa ser no seu ritmo, no seu tempo, dure quanto tempo levar. Tem que ser segura. Você tem que estar equilibrado e controlado emocionalmente. O trânsito não perdoa: qualquer erro, qualquer precipitação sai caro (e não é só para o bolso).
     
    O medo na dose certa é o melhor amigo do motorista, deve seguir com a gente, de preferência sentadinho no banco do passageiro e com cinto de segurança. Assim ficamos mais pacientes, mais tolerantes, sabemos esperar, dar a vez, ceder à preferência em nome da segurança. As dificuldades já existem por si só: não coloque lente de aumento nas dificuldades, foque nos objetivos.
     
    O medo de dirigir, esse de iniciante, que apavora, que trava, que faz a gente criar monstros imaginários, esse medo vai embora e dá lugar à tranqüilidade e segurança conforme vamos adquirindo domínio dos fundamentos básicos de dirigir. Conforme o domínio que temos do carro.
     
    Pensem nisso, condutores!!!
Agência Guia Goioere